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As ações estrangeiras que podem proteger a carteira em um cenário delicado lá fora

Investir em ações no exterior já é tentado por si só, mas o campo fica ainda mais minado com o cenário atual de juros americanos no maior patamar em 16 anos, com risco de recessão nos Estados Unidos ainda presente, tudo em meio à intensificação da guerra ra no Oriente Médio.

Mas, com a seleção correta de papéis, os especialistas alegam que é possível ao menos proteger a carteira.

Isso porque alguns setores, como energia e bens de consumo, podem resistir melhor a momentos de incerteza como o atual – e, com isso, servir de defesa.

Marcos de Marchi, economista-chefe da Oriz Partners, destaca as grandes petrolíferas na Bolsa americana, que se beneficiam da alta do preço do petróleo. O barril do Brent voltou a ser negociado perto de US$ 90.

“Aqui vemos um risco um pouco assimétrico. Qualquer erro de cálculo de Israel ou do Hamas pode trazer para dentro dos conflitos países produtores de petróleo, como Irã, Líbano e Arábia Saudita. Isso pode agravar a questão de energia, já que as rotas oceânicas poderiam ser afetadas. Mas ainda há incertezas”, explica.

No fim da semana, Israel iniciou uma nova fase de conflito e disse ter bloqueado um míssil terra-ar disparado do Líbano contra um de seus drones. Paralelamente, as autoridades libanesas emitiram orientações caso tenham que embarcar no aeroporto de Beirute, conforme aumenta a tensão na fronteira. Oficialmente, no entanto, os países produtores de petróleo não entraram no conflito.

Já o outro segmento está atrelado ao desempenho da economia americana. Mesmo que não ocorra uma recessão, Marchi vê uma desaceleração do consumo, que acabaria ficando concentrada em bens essenciais.

“São itens (produtos de limpeza, higiene pessoal, alimentos) que, independentemente do ciclo econômico, têm uma demanda cativa. É um bom segmento para estar posicionado. Mesmo sem recessão, a economia vai desacelerar e o consumidor vai procurar menos itens de alto valor”, avalia.

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Para exposição aos setores, Marchi sugere o investimento em ETFs:

ETFs de bens de consumo

  • Produtos básicos de consumo de vanguarda (VDC)
  • First Trust Nasdaq (FTXG)

ETFs de energia

  • Fidelidade MSCI (FENY)
  • Óleo SPDR S&P 500 (XES)

Leia mais:

Coleta de estoque

Para Gianluca Di Mattina, analista da Hike capital, afirma que em um momento de incerteza o melhor é buscar empresas resilientes, com boa rentabilidade, fluxo de caixa, pouco alavancadas e que também sejam pagadoras de dividendos – no caso do mercado americano, ele sugere como que tenho um rendimento de dividendos de ao menos 2,5% ao ano.

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Levante

Ações de Alta Valorização

Analista de Equities, com mais de 30 anos de experiência no mercado, revela a seleção de Small Caps para você buscar lucros expressivos

“Nesse período conturbado na economia global, preferimos setores econômicos resilientes, pouco vulneráveis ​​a um cenário de estresse na economia causado por juros e inflação elevados. Priorizamos empresas cuja demanda por produtos seja inelástica e descorrelacionada do PIB doméstico e global”, diz.

Com essas posições, também são os papéis de energia que se destacam nas escolhas do analista da Hike, como Exxon Mobil (XOM), EOG Resources (EOG) e Otter Tall (OTTR). Já no setor bancário, a casa olha para JP Morgan (JPM) e Bank of America (BAC), enquanto Abbvie e Bristol Myers Squibb (BMY) são menções no setor farmacêutico.

Papéis de telecomunicações também estão entre as recomendações da Hike, com atenção para Verizon (VZ) e América Móvil (AMX).

Gerson Brilhante, analista da Levante, também tem no radar as ações da Charter Communication (CHTR), por ter uma base de clientes cativos em meio a uma demanda crescente por conectividade; e no Mercado Livre (MELI) por explorar serviços financeiros na América Latina.

Por fim, Brilhante também sugere estar posicionado em energia, mais especificamente, na Chevron (CVX).

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“A Chevron, como uma das principais empresas de energia do mundo, beneficia-se de situações em que os preços do petróleo sobem devido a conflitos armados e guerras em regiões produtoras de petróleo. Durante esses períodos, a demanda por petróleo muitas vezes supera a oferta, o que resulta em preços mais altos”, explica.

Tecnologia ainda compensa?

Fabrício Gonçalvez, CEO da Box Asset Management, vê ainda chances de alocação em papéis de tecnologia, mas mais especificamente especificamente que deixaram o topo nas últimas semanas, como Tesla (TLSA), Apple (AAPL), Microsoft (MSFT) e Alphabet (GOOG). ) ).

A justificativa do gestor é baseada na queda recente desses cargos. “A Apple já esteve em patamares de US$ 200 e hoje está em torno de US$ 170.”

Confira a seguir os papéis americanos recomendados por especialistas para proteger a carteira de ações diante do cenário adverso no exterior:

Energia

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  • Exxon Mobil (XOM)
  • Recursos EOG (EOG)
  • Philips 66 (PSX)
  • Parceiro de produtos empresariais (EPD)
  • Lontra alta (OTTR)
  • Sempra (SRE)
  • Chevron (CVX)

Finanças

  • JPMorgan (JPM)
  • Banco da América (BAC)
  • Mercado Livre (MELI)

Setor farmacêutico

  • Abbvie (ABBV)
  • Bristol Myers Squibb (BMY)

Telecomunicações

  • Verizon (VZ)
  • América Móvil (AMX)
  • Comunicação da Carta (CHTR)

Tecnologia

  • Tesla (TLSA)
  • Apple (AAPL)
  • Microsoft (MSFT)
  • Alfabeto (GOOG)

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