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Títulos de dívida serão o melhor “colchão” do que ações, avalia a Pimco, que olha para ativos em 5 regiões

Ainda que os dados sigam mostrando resiliência da economia americana, a avaliação da Pimco, gestora renomada com US$ 1,74 trilhão sob gestão, é que há risco maior de uma recessão do que o mercado está precificando e que o crescimento e a inflação atingiram o pico nos Estados Unidos.

Nesse sentido, um gestor acredita que o cenário para a renda fixa é extremamente positivo e espera que os títulos (títulos de dívida emitidos por países ou empresas) apresentaram um bom desempenho em relação a ações. A casa também defende que as taxas elevadas (entre 5% e 8% entregues por papéis de qualidade) serão capazes de oferecer proteção contra as incertezas no cenário macroeconômico.

Dentro da renda fixa, a preferência está em títulos de regiões como Estados Unidos, Europa, Reino Unido, Austrália e Canadá.

Os incentivos para a diversificação geográfica têm como foco a expectativa de que o esgotamento do excesso de poupança e o impacto da política monetária e fiscal vão ser sentidos de forma diferentes entre os países, diante das diferenças em termos de preços de energia, exposição à China ou ao conflito entre Rússia e Ucrânia.

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“Esperamos uma maior diferenciação em termos de retornos provenientes de investimentos em renda fixa de alta qualidade em todos os países”, destacou o gestor.

Além de criar a diversificação, uma casa destacada que é mais otimista com os títulos de duração (prazo médio ponderado de recebimento dos fluxos de caixa de títulos de renda fixa que fazem pagamento de cupons antes do vencimento) mais longo.

“Acreditamos que os títulos de maior duração prometem maior resiliência nas carteiras, proporcionando rendimentos atrativos e que podem ser ‘travados’ ao longo de um horizonte mais amplo, além do que podem se beneficiar da valorização dos preços com uma eventual recessão”, afirmou a Pimco.

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A casa também está positiva com rumos atrelados à inflação, o que poderia resultar na resiliência das carteiras em um cenário em que as expectativas inflacionárias acabem ficando mais elevadas do que o esperado.

Apesar de destacar as perspectivas mais positivas para a renda fixa como um todo, a Pimco diz que segue cautelosa com o crédito privado, especialmente diante dos riscos de uma recessão.

Risco de recessão é maior do que projeta o mercado

Após realizar uma série de estudos, um gestor destacou que quase todos os bancos centrais que realizaram acordos financeiros de 400 pontos-base ou mais acabaram levando o país a uma recessão. Para a análise, a casa levou em conta 140 ciclos de alta de juros em mercados desenvolvidos desde 1960 até hoje.

De olho nos efeitos da alta de juros sobre a atividade econômica, a Pimco diz que prevê uma queda significativa no crescimento das economias dos países desenvolvidos nos próximos trimestres. No caso dos Estados Unidos, a Pimco prevê que a atividade econômica do país desacelere e oscile entre a estagnação e uma recessão moderada.

Questões geopolíticas podem pesar contra regiões como a Europa e o Reino Unido, para além do ajuste financeiro. Na avaliação da gestora, ambas parecem mais “vulneráveis” por apresentar uma relação comercial mais forte com a China e pelos efeitos persistentes da crise energética.

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